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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Porto Alegre, um Cotidiano - Joseph Lutzenberger

Homens no Café

O artista, arquiteto e professor Joseph Franz Seraph Lutzenberger nasceu bávara de Altoettg, em 1882, e desde garoto gostava de desenhar e pintar. Formou-se engenheiro-arquiteto pela Universidade Técnica Real da Baviera de Munique, em 1906. Com a I Guerra, Lutzenberger interrompeu a carreira para servir ao exército alemão e durante os momentos de trégua fez inúmeras aquarelas e desenhos da rotina militar, das batalhas e cidades em ruínas. Foi morar em Porto Alegre em 1920 para trabalhar como arquiteto e acabou registrando o dia a dia da capital gaúcha e seus tipos, a vida do gaúcho, cenas da Guerra dos Farrapos e lendas do folclore brasileiro, em detalhadas aquarelas e bicos de pena. Selecionei para o Zoo’n Zum algumas aquarelas que mostram o cotidiano nas ruas de Porto Alegre, na primeira metade do Século XX, com um delicioso toque de humor.


Verdureiro

Face Carreto

Banhistas no Rio Guaíba

Asistindo Corrida de Cavalos

Mulheres na Fofoca

Operários de Calçamento de Rua

Propaganda Eleitoral

O Policial

Bataclan Anunciando Sapatos

Despedida no Trem

Conversa de Lavadeiras

Procissão na Igreja do Divino Espírito Santo

A cartomante

Esquina da Confeitaria Central

Para ver mais:

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Fonte Talavera - Pedacinho de Porto Alegre II



A fonte Talavera sinaliza o marco zero de Porto Alegre, localizado na praça Montevidéu, em frente à prefeitura municipal. Foi um presente doado aos gaúchos pela Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, em 1935, em homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha.
A idéia era ornamentar a cidade com o espírito clássico e renascentista da Espanha. O comerciante Isidro Vila, representante dos ceramistas da vila de Talavera de la Reina, na província de Toledo, sugeriu que a homenagem fosse uma fonte, executada pelo artista talaverano Juan Ruiz de Luna.
Inaugurada em 24 de outubro de 1935, tornou-se um importante símbolo das raízes espanholas no Estado. Ela possui 2004 azulejos feitos de barro e cobertos de  esmalte nas cores azul-cobalto e amarelo-ocre, um pedestal guarnecido por quatro golfinhos estilizados e uma bacia em sua base com 12 lados. A fonte foi parcialmente destruída durante uma manifestação em 2005, e teve de ser  restaurada em Talavera de la Reina.

Arquivo: Zero Hora

Arquivo: Zero Hora

Foto: Lucas Pedruzzi

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Travessa dos Venezianos - Pedacinho de Porto Alegre

Passar por essa ruela e as 17 casas coloridas remete à simplicidade acanhada de Porto Alegre no início do século XX. Localizada no bairro Cidade Baixa, moradia de operários que tornaram-se proprietários com o tempo. A Travessa aparece pela primeira vez nos mapas oficiais da cidade em 1935. Foi tombada em 1980 e, três anos depois, restaurada. As casas são coladas uma na outra, fachadas com poucos elementos de decoração, portas de madeira com uma ou duas folhas. Não mais que duas janelas. A rua é coberta por pedras irregulares e a calçada estreita, com lajes de arenito. Cruzar a Travessa à noite, sobe a luz do antigo poste, sempre provoca um sentimento de nostalgia.

A Travessa por Carlos Alberto Petrucci - 1976

Foto: Maurício Trasel Dunn

Foto: Paulo Heuser

Foto: Kênya Castro